Review – Tintas Acrilex Foscas – Nova fórmula

Estas são as tintas Acrilex acrílicas foscas com nova fórmula. Este review era pra ter saído um pouco antes, mas agora ele está mais completo e mostra s qualidades da nova tinta da Acrilex, que é utilizada por muitos modelistas que, com certeza, vão gostar das novas características da tinta.

Já faz alguns meses que o pessoal da Acrilex entrou em contato comigo e me enviou várias amostras das tintas. A algum tempo mantenho contato com eles, pois sabem que eu uso seus produtos em vários de meus trabalhos e o modelismo é um mercado que eles gostariam de participar. E preparei cuidadosamente este review. O objtivo dele é apresentar o comportamento das novas tintas para os modelistas, dentro de determinados critérios que estabeleci. Porém, em seqüência deste publicarei outros apresentando o desempenho da tinta em outras situações.

E para não perder nenhum deles cadastre o seu e-mail do lado direito da página e receberá através dele as atualizações.

E vamos lá !!!

A tinta acrílica fosca da Acrilex é apresentada em 95 cores diferentes, todas elas disponíveis na embalagem de 60 ml, muitas delas na embalagem de 37 ml e algumas na de 250 ml. Para nós, modelistas, julgo que a mais interessante é a de 60 ml, se considerarmos a relação preço/quantidade e a utilização da mesma. Abaixo uma foto com as embalagens de 37 e 60 ml.

E se quiser ver toda a gama de cores disponíveis, é só clicar na imagem abaixo e será direcionado para a página da Acrilex com a tabela ampliada.

http://acrilex.com.br/produtoDetalhe.asp?id=55

E na foto abaixo as duas embalagens: a antiga do lado esquerdo e a nova do lado direito. Os códigos do fabricante são os mesmos.

O método:

Para este review, criei o seguinte método:

– a base de aplicação teria que ser, obrigatoriamente, plástico. Então cortei quadrados de plasticard de 6 cm de lado. Em metade deles apliquei o primer para pet e metais da Acrilex e na outra não.

Obs.: na foto abaixo e em todas sa outras do teste, o plasticard com o primer se encontra do lado esquerdo das fotos e os sem primer, do lado direito.

– selecionei três tons da tinta: um claro, um médio e um escuro. O claro é o amarelo limão, o médio, verde pistache e o escuro, azul.

– apliquei as três tintas sobre as bases tanto com pincel como com aerógrafo. O pincel escolhido foi um redondo, relativamente grande, escolhido como propósito de deixar aparente as marcas das cerdas. Um da marca Condor, tipo Konex, número 18.

– como medida padrão, adotei uma pequena colher de plastico, dessas utilizadas em cafés. Preferi utilizar uma medida não tão exata para não deixar o teste tão rígido e permitir pequenas variações.

– também decidi dar três demãos nas bases, tanto com o pincel como com o aerógrafo.

– o tempo de secagem entre as demãos foi de 20 minutos, em todas as aplicações. Na embalagem não existe um tempo especificado, indica apenas secagem rápida.

– a diluição: para aplicação com pincel, uma parte de tinta e uma de solvente; para o aerógrafo, uma de tinta para duas de solvente.

– utilizei o solvente indicado na embalagem: água.

– todas as fotos foram feitas após o período de secagem de 20 minutos, no mesmo dia e com a mesma iluminação, com a mesma abertura e mesma velocidade de obturador, evitando-se assim variações decorrentes da luz.

Antes de iniciar as pinturas, resolvi despejar um pouco de cada cor em uma superfície branca para uma avaliação visual. Todas as cores se mostraram homogêneas, vivas, uniformes. O que pude observar é que algumas são um pouco mais líquidas. Não sei se o motivo é o pigmento, a embalagem ou alguma outra razão. Mas isso não influenciou em nada. E são totalmente miscíveis entre si.

– Primeiro passo: tom claro, amarelo limão, pincel.

– Primeira demão: tanto na placa com primer e na sem, a tinta escorreu um pouco, o que já era de se esperar, mas mesmo assim promoveu uma boa aderência.

– Segunda demão: ainda escorrendo, mas a cobertura me surpreendeu. A primeira demão nitidamente “calçou” a segunda, com um resultado bem satisfatório.

– Terceira demão: A cobertura na placa preparada com o primer foi muito boa, com total cobertura. Já na outra, ainda ocorreu algum escorrimento, apesar de uma cobertura bem satisfatória. Acredito que mais uma ou duas demãos corrigiriam esse problema. Mas me mantive dentro do método.

– Segundo passo: tom médio, verde pistache, pincel.

– Primeira demão: nas duas placas a tinta escorreu bastante, praticamente sem diferença na placa com primer e na sem primer. Meio decepcionante, achei que a cor seria mais fácil do que a anterior.

– Segunda demão: ainda escorrendo, mas já percebe-se que existe uma aderência e a placa com primer se mostra mais eficiente na cobertura.

Terceira demão: fiquei surpreso. A tina cobriu todas as partes escorridas e ficou com uma boa aderência e cobertura. Mas ainda podemos notar que a cobertura não foi perfeita, exigindo mais algumas demãos para isso. Mesmo assim, foi bastante razoável.

– Terceiro passo: tom escuro, azul, pincel.

– Primeira demão: A tinta não escorreu, mas a cobertura foi bem inconsistente, com grande diferença na placa com primer e na sem. Mas mesmo variando bastante, a tinta cobriu toda superfície.

– Segunda demão: basicamente o mesmo que ocorreu com a cor anterior. A demão anterior calçou esta e a cobertura melhorou muito, mas mesmo assim variando bastante.

– Terceira demão: cobertura total, mas podemos observar nitidamente as variações entre partes mais claras e mais escuras, mais ou menos cobertas. Novas demãos seriam necessárias para corrigir o problema, mas a tinta se portou muito bem para essa situação.

Utilizando o aerógrafo

Na segunda parte do teste utilizei o aerógrafo, um Fengda de copo lateral, com agulha de 0,30 mm. A pressão utilizada foi de 10 psi e a distância do aerógrafo para as placas, de aproximadamente 10 cm.

Obs.: em todas as aplicações a tinta fluiu bastante bem pelo aerógrafo e em nenhum momento o entupiu. Procedi com uma limpeza rápida entre as cores e ao final do review fiz uma completa.

– Quarto passo: tom claro, amarelo limão, aerógrafo.

– Primeira demão: na placa com primer a aderência e a cobertura foram perfeitas, porém na placa sem o primer a tinta gotejou e criou a aparência de “casca de laranja.

– Segunda demão: a placa com primer já estava perfeitamente coberta, até sendo desnecessária uma nova demão. Na placa sem o primer o gotejamento foi bastante reduzido e a cobertura foi bem razoável.

– Terceira demão: na placa com o primer, nenhuma alteração, cobertura e aderência perfeita, mesmo para uma cor tão clara. Na outra placa o efeito “casca de laranja” praticamente desapareceu e a tinta aderiu bastante bem. Porém mais uma demão seria necessária para cobertura perfeita.

– Quinto passo: cor média, verde pistache, aerógrafo.

– Primeira demão: as condições foram bem parecidas com a outra cor. Na placa com primer a aderência foi bastante boa e na sem, repetiu-se o efeito de “casca de laranja”, porém com menor intensidade.

– Segunda demão: A placa com o primer ficou com boa cobertura, mas não consideraria perfeita e na sem o primer, o efeito “casca de laranja” praticamente desapareceu.

– Terceira demão: perfeição. As duas placas ficaram perfeitamente cobertas com uma excelente aderência da tinta. A imagem fala por si.

– Sexto passo: cor escura, azul, aerógrafo.

– Primeira demão: na placa com primer, uma cobertura muito boa, e na sem primer bastante razoável, sem o efeito “casca de laranja”.

– Segunda demão: Nas duas placas a cobertura foi quase completa, com alguns pontos variando um pouco ainda.

– Terceira demão: cobertura completa nas duas placas. Porém notamos que a placa sem o primer ficou com uma tonalidade mais escura. Isso se deu pelo fato do primer promover uma base branca para a tinta e facilitar a aderência da mesma, enquanto que na placa sem o primer, a própria tinta serviu de base. Mas cobertura e aderência muito bons.

* Considerações finais:

Falar de tintas Acrilex, ou de qualquer outra que seja considerada “alternativa” sempre cria muita polêmica e as paixões florescem. Temos vantagens e desvantagens entre elas e as famosas tintas para modelismo, trabalhos excelentes feitos com Acrilex e trabalhos sofríveis feitos com tintas específicas para modelismo. Enfim…

Mas pude notar nitidamente que esta nova formulação das Acrilex foscas está muito mais próxima das mais famosas tintas acrílicas específicas para o plastimodelismo. Com relação às anteriores, sua cobertura está muito melhor, a aderência muito mais eficiente, principalmente na ausência do primer como base.
E depois de seca, está muito mais lisa do que a anterior, que era bem mais áspera. Acredito que isso se deva a um pigmento mais fino.

Sua resistência mecânica também melhorou muito, principalmente após um período de 24 horas de secagem ou de cura.

Tenho certeza que os modelistas com mais experiência nas Acrilex vão gostar bastante dessa nova formulação e os novatos não terão tanta dificuldade de usá-las, como as anteriores.

E vamos torcer para que a Acrilex, em breve, lance essas tintas ns cores próprias para o modelismo.

Como já citei no início dessa postagem, em breve publicarei aqui novos testes com as tintas, e situações diferentes das deste review.

E para lembrar, existem dois posts aqui no blog que são muito acessados pelos modelistas. O primeiro é o review do primer Acrilex, que pode ser visto aqui:

Tutorial Primer Acrilex

http://plastidicas.com.br/core/primer-acrilex/

E o mais acessado deles, que é a tabela de mistura de cores para as tintas Acrilex, que pode ser visto aqui:

Tabela de mistura de cores

http://plastidicas.com.br/core/tabela-de-misturas-e-referencias-tintas-acrilex/

É isso aí !!!
Fernando Zavarelli